MUNDOGEO DESTACA SULGIPE NA GESTÃO INTEGRADA DE ATIVOS EM REDES DE ENERG

Para gerenciar uma rede de distribuição de energia elétrica, não basta apenas identificá-la e cadastrá-la, é necessário, também, espacializar todas as entidades existentes nesta rede, bem como seus atributos.

Atualmente, manter os índices de revisão tarifária compatíveis com os investimentos nas operações das empresas do setor elétrico tem se tornado um grande desafio para sua sustentabilidade.

A Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL, em sua missão institucional, vem atualizando, ao longo do tempo, com a participação dos profissionais do Setor Elétrico, os procedimentos de controle patrimonial utilizados pelas concessionárias, permissionárias e autorizadas de energia elétrica.

A revisão tarifária periódica representa um instrumento necessário para a regulação econômica dos serviços públicos de energia elétrica.

As concessionárias, permissionárias e autorizadas, cujos bens e instalações são passíveis de reversão à União, deverão manter permanentemente atualizados os cadastros e o controle da propriedade dos bens vinculados, nos termos estabelecidos pelo Órgão Regulador.

Nesse cenário, a SULGIPE - Concessionária Federal de Distribuição de Energia Elétrica, que atua na região Sul do Estado de Sergipe, deu início no ano de 2010 ao projeto de implantação de um SIG corporativo de gerenciamento integrado, visando a Gestão adequada de Ativos Físicos, além de auxiliar a empresa na tomada de decisão.

A solução adotada pela SULGIPE justifica-se pela necessidade de gerenciar seus ativos físicos de forma confiável, como também visa atender as regulamentações determinadas pela ANEEL.

IMPLANTAÇÃO
No ano de 2009 a empresa já tinha realizado todo o georreferenciamento dos seus ativos físicos do sistema elétrico e armazenado esses dados em uma solução desktop/local envolvendo, no primeiro momento, a espacialização dos dados em plataforma CAD (Autodesk MAP). Posteriormente, esses dados foram migrados para uma solução também desktop/local ArcGIS da ESRI (Figura 1). Neste sentido, não havia uma conexão direta entre a base de dados dos ativos cadastrados do sistema elétrico envolvendo as áreas de engenharia, administrativa e contábil, responsável pelo controle patrimonial da empresa.

O fluxo de processos anterior a implantação do SIG gerava alguns desalinhamentos entre realidades do campo, construção, setor de cadastro e da integração final dos ativos com a área contábil. Não havia uma confiabilidade de que os projetos elétricos executados refletissem a realidade de campo.

Partindo da necessidade de melhoria dos procedimentos de gestão do sistema de distribuição e para atender de forma eficaz as orientações da Agência Reguladora (ANEEL), no que diz respeito ao controle dos ativos físicos, a SULGIPE iniciou em 2010 o processo de implantação de um sistema corporativo de controle e gestão dos ativos elétricos gerados a partir das obras de construção e manutenção de redes elétricas.

A solução adotada pela Companhia foi a aquisição de um sistema cooporativo que atendesse as necessidades da empresa e, principalmente, as regulamentações exigidas pela ANEEL, no que diz respeito à gestão de ativos físicos.

Das soluções analisadas, optou-se pelo sistema da Empresa Useall Software, com sede no município de Criciúma, no Estado de Santa Catarina - Empresa com experiência no Setor Energético. No primeiro momento, foram implantados 04 (Quatro) módulos. O sistema de gerenciamento de banco de dados adotado foi o Oracle 10.

O primeiro passo da implantação aconteceu com a conversão de toda a base de dados produzida em ArcGIS (shapefiles) para o Sistema E2MIG (Mapa de Informações Geográficas).

Após a implantação dos módulos previstos, foram adotados novos procedimentos relacionados à solicitação de novos serviços, análise, projetos, construção, conclusão da obra, integração na base SIG e operação do sistema elétrico da Empresa.

Com a implantação do sistema, todas as solicitações que envolvem alterações na rede de distribuição, desde a sua origem, que se dá no atendimento comercial, são disponibilizadas para o setor de projetos, que analisa os motivos das solicitações e planeja todas as ações de atendimento.

Definido todos os procedimentos administrativos para o atendimento, os projetistas, acessam a base SIG, localizam a área de interesse e recortam o trecho onde o novo projeto será concebido.

O departamento de construção recebe todos os avisos das novas obras, junto com desenhos e relatórios dos orçamentos de materias. Após a conclusão e fiscalização, o setor de encerramento compatibiliza todos os dados da obra, faz a conciliação do que foi solicitado com o que foi aplicado e libera o novo projeto para o setor de cadastro integrar no SIG.

RESULTADOS

Inúmeros os benefícios qualitativos e quantitativos que foram proporcionados à empresa com a implantação do SIG coorporativo. Novos procedimentos gerenciais, por exemplo, foram implantados em toda empresa, contribuindo no cumprimento das Normas Regulatórias do Setor.

Com o novo sistema, 100% dos projetos elétricos passaram a ser cadastrados de forma digital e georreferenciado. Sempre que uma obra é finalizada, o sistema realiza a conciliação físico x contábil, cruzando os ativos planejados no projeto SIG.

Além disso, as áreas envolvidas podem consultar, visualizar e acompanhar todos os projetos já consolidados ou em execução no SIG. A ferramenta também possibilitou exportar a base de dados dos ativos para visualização no aplicativo Google Earth que tem ajudado as áreas envolvidas no processo na tomada de decisão.

Com todos os projetos elétricos em andamento ou execução, o Centro de Operação de Distribuição (COD) do sistema elétrico da empresa, tem visibilidade   novos projetos e construção, dando maior segurança na operação do sistema.

A solução permitiu uma redução significativa de 40% no tempo de aquisição e elaboração de novos projetos. O tempo gasto na atualização cadastral das obras concluídas sofreu uma redução de 50% em relação ao antigo processo.
Na área de projeto foi possível reduzir o número de falhas na elaboração dos orçamentos, garantindo assim confiabilidade na conciliação físico X contábil.

Além de atender as exigências da Agência Reguladora no que diz respeito à gestão correta de ativos físicos do sistema elétrico, a solução também veio colaborar na geração e envio anual da BDGD (Base de Dados Geográfica da Distribuidora) que é produzida pelas concessionárias e permissionárias do setor elétrico.

 Por Jailton Paes

 

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